Prefeito de Lago dos Rodrigues vira alvo do MP após denúncia de fraude em licitações

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Valdemar da Serraria, prefeito de Lago dos Rodrigues, virou alvo do Ministério Público após denúncias de fraude em licitações. Um inquérito foi aberto na Promotoria de Justiça de Lago da Pedra, que responde pela Comarca de Lago dos Rodrigues, para apurar as acusações cujo teor relata que Valdemar da Serraria contratou a Construtora Uchoa e teria usado a empresa para intermediar a locação de máquinas pesadas para o município, as quais de fato pertencem ao próprio prefeito. A denúncia diz ainda que o gestor usa empresas laranjas para benefício próprio.
O caso está com o promotor de Justiça Lúcio Leonardo Froz Gomes, que expediu Carta Precatória Ministerial à Promotoria de Igarapé Grande para solicitar a cooperação no sentido de realizar averiguação na sede da construtora e produzir um relatório e fotografias do local, sobre o proprietário da empresa, a estrutura, número de funcionários, os maquinários de sua propriedade (retroescavadeiras, tratores e outros) e suas respectivas notas fiscais, eventuais registros, identificação de quem opera o maquinário pela empresa, dentre outras diligências. Leonardo Gomes também notificou o auxiliar de serviços gerais, Antônio Alves Pintos, agente administrativo Francisco Kléber Martins de Sousa, e o operador de pá carregadeira Adeilson Lima Barbosa, todos da Prefeitura de Lago dos Rodrigues,para comparecerem em oitiva e prestar esclarecimentos sobre o caso.
O promotor requereu ainda notas de empenho, liquidação e pagamentos referentes ao contrato oriundo do processo administrativo 1503001-2021.
A construtora Uchoa pertence, em tese, a Thayla Cristina Gomes da Rocha Uchoa Galvão e fica localizada em Igarapé Grande.











A operação foi batizada de Contabilista, em referência ao próprio gestor municipal, que é contador de empresa com indícios de ser de fachada e que ganhou todos os contratos da prefeitura para prestação de serviços de transporte escolar, entre 2017 e 2020.Segundo análise da CGU (Controladoria-Geral da União), que também auxiliou na operação, foi possível identificar direcionamento e sobre preço nas contratações, que ultrapassam R$ 6,3 milhões. Ao todo, 50 policiais federais e 3 servidores da CGU participaram da operação. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região.

Dos atuais 18 em exercício, pelo menos sete deles têm reeleição garantida: André Fufuca (PP), Juscelino Filho (União Brasil ou PDT), Edilazio Júnior (PSD), Marcio Jerry (PCdoB), Pedro Lucas (União Brasil), Cleber Verde (Republicanos) e Aluísio




